São sempre daquelas noites…
…onde flutuamos ao sabor das horas e que me deixam com um pequeno sorriso de felicidade meio ridículo durante dias.
Fico sempre a aguardar pela próxima.
Obrigado querida.
Revolutionary Road
Há filmes assim. Existem diversas variáveis que podem influenciar a apreciação de um filme. Para além de, naturalmente, a história ser boa, os actores/actrizes e realizador estiverem à altura, ou:
- Se comeste decentemente antes (isto porque já fui ver filmes onde só tive tempo de engolir uma coisa qualquer que te passou o filme todo a dizer : “Brupppp…Epá tens de começar a mastigar!” :-p ;
- Se estás sentado num lugar onde não tenhas de torcer o pescoço
;
- Não tiveres ninguém a comer relva ao teu lado
;
- Não tiveres de ouvir alguém “Tou! Tou no cinema…”
;
Ou então simplesmente o filme parece-te tão perfeito que tudo o resto simplesmente não conta.

E hoje…
…só para ser coerente com o dia de ontem, um tipo bate-me no carro e foge.
Ah que alegria!
PS- O que vale é que o meu carro parece não ter nada.
Há dias assim…
Em que nem devíamos sair da cama!
Acordar tarde e a mal horas…
… dar de comida à gata e a mistura entre a fome dela e o meu sono dar azo à comida cair toda no chão…
… dar conta que chovia dentro de casa ao pé da cozinha…
… limpar a água que entrava pelas janelas…
… perceber que o mesmo se passava junto à janela da sala mesmo ao pé da tv…
… ter de mudar o móvel de sítio…
… toalhas e toalhas no chão…
… uma gata que acha que aquilo é giro e ‘bora lá brincar com a água e chapinhar tudo…
… ter a roupa por estender (e continuou por estender)…
… tomar banho, despachar-me…
… sair em jejum…
… o trânsito…
… procurar lugar para estacionar já a péssimas horas…
… encontrar um lugar a pagar… claro…
… comer qualquer coisa rápida…
… e finalmente chegar ao escritório!
…
sem comentários.
PS- A única coisa boa: a Nespresso finalmente devolveu-me uma bela quantia de dinheiro, graças a uma promoção que aproveitei na compra de um presente de Natal. Vá lá!
Querem tirar-nos o SOL!
Estados civis…
Dei por mim no outro dia a pensar nos vários estados civis e as suas consequências na vida prática.
É simples a minha questão. No BI aparece o nosso estado civil. Há várias hipóteses:
Se és solteiro, és SOL.
Se és casado, és CAS.
Se és divorciado, és DIV.
Se és viúvo, és VIU.
Ok, vamos lá a ver… Percebo que o nosso estado civil tenha importância a nível de impostos, etc e tal e o camandro.
Mas se, as Tabelas de IRS contemplam apenas dois estados possíveis neste ponto: Casado ou Não-Casado, porque é que quando nos divorciamos, não podemos ser considerados Solteiros de novo?
Ou pior, se nos morre o marido/mulher, porque é que temos de levar com o rótulo de Viúvo? Toma lá um papel a dizer que és Viúvo, não vás tu esquecer que a tua suposta cara-metade deu o “badagáio” (esta palavra… é a primeira vez que a escrevo).
Vamos lá ver, se somos viúvos e nos casamos de novo, passamos de VIU para CAS, e se nos divorciamos passamos a DIV, e as restantes combinações possíveis. Mas nunca voltamos a ser classificados de Solteiros de novo…
Já repararam que… uma vez retirado o SOL na nossa vida, ele nunca mais volta?
PS- Se por acaso, alguém souber que isto não se passa bem assim e que eu estou redondamente enganada, por favor, elucidem-me.
Gathering 2008 :: Porto
Já estava com saudades disto.
Carrinho de Choque

Chegou até nós este blog:
http://carrinhodechoque.blogspot.com/
Long live!
Think about it…
Why is it, that we are willing to write our own vows, but not our own rules?
“Este mundo era o vosso”
Obrigado Zé pela nota…
… o artigo do Rui Ramos é realmente interessante.
Público 17.09.2008, Rui Ramos
E se este mundo, desigual e inviável, tivesse sido o melhor mundo possível para a maioria de nós?
Entre o momento em que escrevo e aquele em que o leitor vai poder ler o que escrevi terão passado talvez vinte e quatro horas. Nos últimos meses, vinte e quatro horas têm sido muito tempo. O que terá entretanto acontecido, no instante em que o leitor chegar a esta frase? Haverá outro banco americano por terra, com todos os índices bolsistas à procura da parte de baixo dos gráficos? Terá Putin recuperado mais uma antiga colónia russa? Estará a Bolívia já “libertada” daquela parte do povo que não é “povo”, porque não partilha as opiniões do Presidente?
Desde há meses que muita gente tem vindo a ler nas entranhas deste noticiário os sinais apocalípticos do fim de um mundo – aquele em que temos
vivido. E, se esse for o caso, talvez seja o momento de lhe dedicarmos alguma reflexão – de acordo com o velho princípio de que a lucidez sobre as
coisas só nos chega ao crepúsculo. Juram-nos que, quando acabar, este mundo não há-de merecer uma lágrima ou um suspiro. Porque era um mundo em que os ricos eram cada vez mais ricos, e os pobres cada vez mais pobres, ou porque andava à mercê da irresponsabilidade e ganância de uns quantos empreendedores sem freio. A desgraça do que existe há-de assim levar-nos em direcção à justiça e à administração iluminada das coisas.
Talvez convenha examinar de perto os termos em que esta aspirina sábia nos tem sido ministrada. Que fizeram os gananciosos? Basicamente, admitir à festa mais gente do que, segundo parece, aconselhava a prudência. Para ganhar dinheiro, claro, e não por altruísmo – e é por isso que muitos, para quem o motivo do lucro é um crime em si, se recusam a reconhecer o que tudo isto, no fundo, foi: uma democratização insustentável da riqueza. Donde veio o famoso “subprime”, a não ser dos mecanismos inventados para fazer chegar crédito àqueles a quem um banqueiro à antiga nunca teria dado uma hipoteca ou um cartão? Os poderes públicos ajudaram, com políticas monetárias generosas (sobretudo na América).
A ganância não ficou por aqui. Os irresponsáveis transferiram os empregos que a maioria de nós já não queria para outras partes do mundo, onde foi possível manter baixos os preços do que nos apetece comprar. Assim, e contando com o Estado social para as demais necessidades, pudemos consumir roupa, electrodomésticos, férias e empréstimos sem pensar demasiado nos custos. As redes de balcões de crédito, os novos bairros, os centros comerciais, com os seus hipermercados e agências de viagem, eram só para os “ricos”?
Caro leitor: se a proverbial hipocrisia de Baudelaire o não cegou completamente, sabe muito bem que não. Havia pobres? Havia, e não vou discutir se eram ou não “relativos”. Mas sem os gananciosos vai deixar de haver pobreza?Admitamos que tudo foi loucura. Como voltar aos eixos? O mercado, explicam-nos, não se corrige si próprio. Cabe aos funcionários públicos corrigi-lo. Eis uma ideia curiosa. Porque é precisamente o contrário que vemos: o mercado está a corrigir-se (daí os colapsos bancários), e a
intervenção do Estado (do género a que o Tesouro americano finalmente se escusou no caso do Lehman Brothers) é desejada ou exigida precisamente para evitar essa correcção. A fim de poupar os “ricos”? Não: a fim de poupar os “pobres” que se habituaram a viver acima das suas possibilidades. Ou seja, espera-se que o Estado use o seu poder para conservar e garantir os resultados da irresponsabilidade e da ganância. Não discuto as boas intenções: ninguém quer casas abandonadas e centros comerciais fechados. Mas não nos enganemos sobre o que andamos a pedir: trata-se de substituir a bolha do mercado pela bolha do Estado. Já não é a primeira vez que, no Ocidente, nos encontramos neste ponto. Há uns 30 anos, o Estado foi chamado para salvar um outro mundo, o das indústrias do pós-guerra, comprometidas pelo preço do petróleo e por salários irrealistas. Em Portugal, o Estado acorreu ao fogo com tanto entusiasmo, que ficou a queimar-se durante anos, com as tais indústrias ao colo. O estouro da bolha do Estado chamou-se “inflação” (o “subprime” dos burocratas). E ela já está aí outra vez, com o seu alfinete sem graça.A religião do progresso, a última encarnação da mentalidade beata, ensina-nos que o mundo de hoje nunca pode ser justo ou próspero por
comparação com o de amanhã. E se não for necessariamente assim? E se este mundo, desigual e inviável, tivesse sido o melhor mundo possível para a maioria de nós? Não, caro leitor, este mundo não era o “deles”, era o nosso, era o seu.
Não pergunte por quem os sinos dobram.Historiador
Back…
…from summer vacations!
Um resumo muito breve do que estas duas semanas incluíram:
* Uma pausa pelo Alentejo: Odeceixe, Zambujeira, Arrifana.
* Surf, raquetes de praia, muitos mergulhos e sol, muito sol.
* Camping!
* Preparar a mudança de casa.
* Muitos, muitos, muitos caixotes, caixas, embalagens e fita adesiva.
* Uma casa nova fantástica!
* Nova morada: Campolide, Lisboa. Sou alfacinha agora, desde o dia 01 de Setembro e ADORO!
Em breve, falarei mais sobre a nova casa e esta experiência de viver em Lisboa.
Por agora, back to work!



